Aqui estou novamente para falar sobre uma questão que tem sido desafiadora em nossos projetos com videoaulas.
Podemos considerar que basicamente 3 aspectos fazem a diferença no resultado final de uma videoaula:
- Qualidade da capacitação feita aos professores para docência por meio de vídeo;
- Qualidade do roteiro feito pela união dos conhecimentos do conteudista, designer instrucional e roteirista;
- Qualidade técnica da equipe de vídeo.
Dentre estes aspectos, gostaria de desenvolver neste post o segundo tópico, e salientar qual é o papel do designer Instrucional neste contexto.
Começaremos estabelecendo as responsabilidades de cada um no desenvolvimento do roteiro (após conteúdo escrito e definido pelo conteudista):
- Conteudista, detentor do conhecimento técnico sobre o assunto;
- Designer Instrucional, especialista em educação a distância e linguagem para EaD;
- Roteirista de vídeo, especialista na linguagem televisiva e forma de utilização da mídia.
É muito importante para o sucesso final da videoaula que estes 3 profissonais estejam em perfeita troca, considerando as atribuições e conhecimentos respectivos. Neste caso o designer instrucional poderá assumir a posição de intermediador entre conteúdo a ser dado, didática a ser trabalhada e utilização da mídia, fazendo este trabalho em parceria com o conteudista e roteirista.
Com certeza esta não é uma tarefa fácil, porém, quando há uma troca positiva em que todos os profissionais conseguem somar seus conhecimentos para um resultado final, o que obtemos é um vídeo dinâmico e eficiente.
É tão raro um Designer instrucional ter acesso a um roteiro de videoaula que torna-se até difícil achar profissionais especializados neste serviço (creio que “roteirista instrucional” poderá ser uma profissão futura promissora).
Da mesma maneira que a participação do DI faz diferença em um material impresso de Educação a distância, pois baseia-se no público alvo para trabalhar a linguagem e criar recursos didáticos facilitadores. Quando este trabalha com o vídeo didático possui possibilidades ainda maiores de trabalhar a linguagem (verbal e até corporal) do professor(ou ator) no vídeo e até sugerir cenas ilustrativas a fim de motivar e facilitar o conteúdo.
Aqui temos um bom exemplo de um trechinho de uma videoaula que tivemos estas contribuições. Este é um curso de Marketing Pessoal, feito para jovens entrando no mercado de trabalho que precisavam ser motivados a se capacitarem para o mercado.
